Norsul investe em cultura organizacional como estratégia para lidar com o mercado

Aline Carvalho, nossa gerente executiva de Gente e Gestão, lidera processo de transformação cultural e aponta insights da nova realidade no mercado 

cultura norsul
O Avante! é uma das ações de desenvolvimento promovidas pela Norsul

A mudança do mundo impõe novos cenários às empresas de todos os setores da sociedade. Dada a velocidade e alcance dessas transformações, é preciso olhar para o futuro e desenvolver a adaptabilidade. “Isso afeta diretamente a forma como as empresas se organizam, seus processos e, claro, o que se espera dos profissionais no mercado. É por isso que as empresas do amanhã estimulam o protagonismo e colocam o aprendizado como responsabilidade de todos os colaboradores”, aponta Aline Carvalho, gerente executiva de Gente e Gestão. 

Aline é responsável pelo projeto de transformação cultural da Norsul, que tem a ambição de apoiar o crescimento e a expansão da companhia e, acima de tudo, a missão de perpetuar o grande legado do fundador, Erling Lorentzen. “Há alguns anos, nós priorizamos como estratégia a concentração de energia e recursos, tanto na discussão para o alinhamento de valores, como em jornadas de desenvolvimento para nossos colaboradores”, conta ela.    

A executiva explica que, geralmente, capacitações ou treinamentos costumam ser ações pontuais para atender uma demanda e envolvem uma aprendizagem focada em algum conhecimento técnico, metodologia ou até comportamentos que precisem ser renovados ou adquiridos. Por outro lado, as jornadas de desenvolvimento trabalham o autoconhecimento, as capacidades reflexiva e de aprendizado contínuo a partir da tomada de consciência de crenças, medos e ambições do indivíduo. O processo, adotado pela Norsul, costuma levar mais tempo e é mais denso, mas leva a transformações pessoais e coletivas mais genuínas e consistentes.  

O modelo de mudança garante uma efetiva transformação da cultura organizacional 

No modelo tido como tradicional, as mudanças ocorrem no sistema top down, ou seja, vindo da alta liderança para os colaboradores. Hoje, o mecanismo de mudança bottom up, de baixo para cima, é uma alternativa singular para garantir uma efetiva transformação cultural nas empresas porque ela dá voz ativa aqueles que, literalmente, fazem acontecer. “Transformar a partir dos colaboradores permite escutar necessidades, inspira reflexões e propõe soluções aos desafios a partir de quem os vivência. Na Norsul, começamos a mudança pela base da organização e fomos, passo a passo, influenciando os gestores e mobilizando-os para a realização e disseminação dessa mudança”, explica Aline.   

Segundo a gestora, a partir de mudanças externas, as pessoas também experimentam processos de metamorfose e, assim, são desafiados a acompanhar essa renovação, olhando para si e descobrindo onde estão seus valores, paixão, missão e chegando, por fim, na carreira que gostariam de ter. A relação do indivíduo com o trabalho chega a um novo patamar, onde são provocados a questionarem se realmente trabalham com algo prazeroso e de valor. É aí que entra o papel da organização em facilitar o desenvolvimento de talentos individuais e viabilizar que a pessoa certa esteja no lugar certo e no momento certo.  

O desafio da mudança é saber quem a quer e quem está disposto a mudar, duas coisas completamente distintas. Poucas são as pessoas, de fato, dedicadas a olhar para si, refletir sobre crenças e hábitos, e agir para melhorar. A maioria quer ver a transformação ao redor, mas não quer modificar a si mesma, tampouco está disposta a se responsabilizar por esse processo”, ressalta Aline. 

O desafio da mudança é saber quem a quer e quem está disposto a mudar, duas coisas completamente distintas. Poucas são as pessoas, de fato, dedicadas a olhar para si, refletir sobre crenças e hábitos, e agir para melhorar. A maioria quer ver a transformação ao redor, mas não quer modificar a si mesma, tampouco está disposta a se responsabilizar por esse processo”, ressalta Aline. 

Em um contexto de mudanças contínuas e imprevisíveis, a cultura é a estratégia  

A cultura organizacional é parte fundamental da adaptabilidade que os novos tempos demandam. Ela representa o conjunto de padrões de comportamento encorajados ou permitidos pelos seus sistemas, mecanismos de controle e símbolos, que vivem em permanente evolução a partir dos valores e crenças dos colaboradores do passado e do presente.  

Na busca por traduzir as transformações e colocá-las a favor do negócio, a cultura é o centro da estratégia para diferenciação junto ao mercado — ao final do dia, é ela que torna uma empresa única em sua atuação. Aline aponta que, para chegar a esse resultado, é preciso atuar em cinco dimensões:  

  • num propósito visionário e não comercial;  
  • num processo ágil, não linear;  
  • no desenvolvimento de pessoas que aprendem e criam e não apenas gerenciam;  
  • na oferta de produtos ou serviços pensados para evoluir e não para durar;  
  • que se tornem plataforma para o mundo, não apenas para a empresa”.    

Uma cultura forte e positiva cultiva um ambiente de trabalho próspero, atrai pessoas alinhadas aos valores, promove a inovação e constrói uma marca de credibilidade, contribuindo para o sucesso a longo prazo e o crescimento sustentável das empresas”, finaliza.  

Gostou? Compartilhe!

Pesquisa

Categorias